Quarta-feira, 17 de Fevereiro de 2010

mortas

as minhas palavras

na tua boca



publicado por OPTD às 15:01 | link do post | favorito

3 comentários:
De AUFDERMAUR a 18 de Fevereiro de 2010 às 05:11
Uma das primeiras coisas que o meu professor de Estudos Literários me ensinou (a mim e aos meus colegas de turma, claro) foi que um texto pode ter várias interpretações e que todas elas são válidas desde que devidamente fundamentadas. Somente o autor é que sabe a verdadeira linha de raciocínio e inspiração por detrás das suas palavras. Quem o lê limita-se a fazer interpretações pessoais consoante as suas vivências, as suas crenças, a sua visão do mundo ou tão somente consoante o momento que está a atravessar.
Se eu fizesse uma análise literal deste post diria que ele é triste porque alguém mata as palavras de outrem... Mas, como eu sou uma apaixonada por metáforas - ou não fosse eu a fã número um da Courtney Love -, não vou por aí. Eu prefiro encarar estas palavras como palavras de amor porque, metaforicamente falando, palavras de uma pessoa mortas na boca de outra podem ser beijos:D E se há coisa que eu adoro é matar as palavras das pessoas que eu amo com beijos porque, como dizia um papelzinho de um bombom, "Kisses are the unspoken words of love"! Quem diria que comer um bombom podia ser um acto cultural:D Claro que também pode acontecer que as nossas palavras lindas, puras e cheias de sentimento, ao serem deturpadas ou mal interpretadas por outra pessoa, fiquem como que mortas, desprovidas de qualquer sentido. Espero sinceramente não ter feito isso consigo, não ter assassinado as suas palavras ou ter-lhes deturpado o sentido... No entanto, se você me disser que foi exactamente isso que eu fiz, fique sabendo que eu vou atirar as culpas para cima de si porque quem escreve um texto cujo título são reticências está mesmo a pedir para que quem o leia dê largas à imaginação e entre em divagações...


De OPTD a 18 de Fevereiro de 2010 às 22:59
Olá e bem-aparecida!...

Começo do fim...

As reticências são do próprio blog, porque eu não dei título para já. Talvez tivesse sido melhor escrever 'sem título', apesar de na prática poder ser entendido de mil e uma formas...

Quanto às leituras...

Quando escrevi estas 7 palavras em 3 linhas pensei numa situação concreta.

Agora quando olho para elas já não me lembro bem do quê e tudo o que disse pode lá estar.

As palavras quando passam para um suporte têm tendência a morrer, ou pelo menos a perder a força e a espontaneidade com que as dissemos, pensámos, vivemos?!...

Como a poesia, a vida?

Ou não?

Quem era o seu professor?


De AUFDERMAUR a 24 de Fevereiro de 2010 às 06:04
Olá!

Começo do fim:D

O nome do meu professor... é uma excelente pergunta para a qual eu não sei a resposta! Eu retenho apenas o essencial das pessoas, o que realmente interessa e tem valor. Mas lembro-me perfeitamente dele, da fisionomia, do olhar, da maneira como ele mexia no cabelo, como puxava a cadeira para um dos cantos da sala, da aula em que ele disse que nós éramos todos uns incultos e que estava abismado com a nossa ignorância e que o melhor conselho que nos dava era não irmos à frequência para evitarmos nódoas no nosso historial:) Apesar disso, não era nada antipático - bem pelo contrário - mas tinha aquele ar de superioridade intelectual que, na dose certa, até pode ser fascinante. E era como eu, divagava... divagava imenso... Dava cinco minutos de matéria e lá se perdia ele mais de meia hora a contar-nos histórias tão deliciosas como uma viagem a Marrocos em que ele se deparou com uns tapetes fabulosos:) Às vezes retomava o rumo da matéria mas não demorava muito tempo a perder-se novamente. Perdia-se tanto que se esquecia que a aula terminava às 20h30 e continuava as suas divagações até algum de nós o alertar que era tarde e estava quase a passar o último autocarro:)

Eu não acho que as palavras tenham tendência a morrer quando passadas para um suporte, o que muitas vezes morre são os sentimentos e vivências por detrás delas. Eu tenho o hábito de, em ocasiões especiais, escrever bilhetes às pessoas que amo e elas adoram - às vezes até choram - mas será que as sente as minhas palavras da mesma forma e na mesma intensidade com que eu as escrevi?... I'll never know...

PS- "Bem-aparecida" subentende que eu andava desaparecida, o que não é de todo verdade! Eu nunca perco as suas palavras de vista ainda que você possa perder o das minhas...

Vou deixá-lo por momentos! Já é tarde, acabei de ver dois filmes de terror e agora vou ouvir uma música linda e adormecer! But I'll be back:)



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